sábado, 26 de fevereiro de 2011

Hoje, dor

Parece que estou perdida, cansada ao ponto de desistir... Parar de tentar e permitir que as coisas fluam em minha direção, como uma forte onda que esta prestes a me derrubar, mas a sensação que tenho, é de que já cai. Esta tão escuro aqui dentro, tão grande é o vazio que consigo sentir. Como posso continuar? Fingir? Tentar mais uma vez? Dizer adeus? Será que o movimento da minha boca irá produzir algum som? Ou continuarei a gritar no abismo do silencio que reina em mim?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Gelo

“Ignorá-la até sumir. Guardar as lembranças numa escuridão piedosa”
“Ele estava indescritivelmente solitário. O mundo era vazio e frio sem ela, e não havia nada que pudesse fazer para derreter o gelo. A dor tinha sido mais fácil de suportar quando ele podia dividir com ela. Após o desaparecimento dela, era como se ele tivesse que agüentar a dor de ambos, e era mais do ele pensou que podia suportar. (...) A realidade fora dele não existia; tudo que ele tinha era a consciência de que ela tinha partido para sempre”
Princesa de gelo, Camila Läckberg.

Fora o bastante.

 
"Ela o matou porque era a única maneira de se vingar do homem do a condenara a um tipo de morte em vida. Há certos tipos de danos que o levam a ultrapassar os sistemas éticos e morais: “além deste ponto, monstros” , como costumavam dizer os navegadores antigos. A jovem estivera lá. Annei apenas chegara a borda do mundo e olhara para o abismo. Mas fora o bastante. (...) Fossem quais fossem os demônios que a estavam incitando, precisava cair em si, dominar-se, desenvolver uma nova perspectiva. (...) O que quer que fizesse, teria de  romper o círculo de loucura e ilusão no qual se enredara."
Amiga do diabo, Peter Robinson.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quando

              Nunca se sabe o valor de uma coisa ate perdê-la.
              Minhas palavras sempre se escondem de minha boca e quase nunca correm por meus lábios.
              Ás vezes me pergunto por que não sei falar, expressar o que sinto, por que me escondo atrás da opinião alheia quando é muito mais fácil dizer que estou cansada, estressada ou que não quero discutir.
              Mas na verdade o que não consigo é lidar com minha demanda afetiva, com minha carga de sentimentos que faz curvar meu corpo na tentativa de sustentar em meus ombros o peso do afeto. Tento, mas o esforço é tamanho e as lágrimas embaçam meus olhos e rolam por minha pele arrancando minha carne enquanto tento encher os pulmões com uma ultima lufada de ar, contemplando o rastro de sangue que leva a minha dor.
              Quando olho para minhas esperanças que brilham no universo, me deparo com um velho pensar: “Quando vou conseguir falar sobre o sinto? O que faço com meu afeto?”
Espero ardentemente encontra uma forma de lidar com meus sentimentos e passar para próxima pergunta.