quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Borbulhas de Amor - Fagner

Tenho um coração

Dividido entre a esperança

E a razão

Tenho um coração
Bem melhor que não tivera...
Esse coração
Não consegue se conter
Ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura...
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Prá te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti...
Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...
Canta coração
Que esta alma necessita
De ilusão
Sonha coração
Não te enchas de amargura...
Esse coração
Não consegue se conter
Ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura...
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Prá te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti...
Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...
Uma noite
Para unir-nos até o fim
Cara-cara, beijo a beijo
E viver
Para sempre dentro de ti...
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Prá te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti...
Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...(3x)
Para sempre
Dentro de ti...
Mais uma vez, aos peixes...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Lua Cheia ... Corpo vazio


É assim que tem sido acordo na madrugada para olhar o céu depois de um sonho cruel que me deixou perdida em mim, olho as estrelas, tento imaginar os sinais de meu corpo, as leituras que faço dos comportamentos dos outros, dos meus, dos teus.
Afasto a toalha, passa a nuvem e lá esta ela, linda, encantadora que me pára, a lua, minha doce e bela lua, minha companhia sem falta de todas as noites, incluindo as novas.
Lua, sei que tu vela e brilha para os amores da vida, da minha vida, sei que cada sombra que tu guarda, nela esta uma lembrança, uma dor e um afeto meu, que lhe imprimi como um tributo por tal beleza e pelos fluxos de sentir que tu me desenha.
Quando o toque de tua luz, mesmo que seja um reflexo, é tua, por que tu não pediste ao sol a luza que dele emana, quando esta tua luz toca minha pele como sopro do vento que tira a borboleta para Dacar, eu consigo imaginar meus dragões e neles cavalgar contigo a meu lado.
Lua.
 Minha doce e bela Lua.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Poesias para Peixes

As lentas nuvens fazem sono
Fernando Pessoa 

As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.

E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.

Que bom, à margem do ribeiro

Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.


É preciso não esquecer nada
Cecília Meireles 

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Passou...

 Deu meu coração de ficar dolorido
Arrasado num profundo pranto

 Deu meu coração de falar esperanto
Na esperança de se compreendido
 Deu meu coração equivocado
Deu de desbotar o colorido

 Deu de sentir-se apagado
Desiluminado
Desacontecido [...]
 Deu de inventar palavra
Pra curar de significado
O escuro aço denso do silêncio
Ai - Rubi