quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bafo do Dragao

Sentindo o vento do dragao escuto linguas estranhas, por uminstante penso: deveria estar lendo os textos para a psi social, ams o Dragao me encanta mesmo numa noite sem lua, o encanto, o canto das Rosas, das lembranças, das miragens de vinho que surgem nos meus olhos e apenas nos meus olhos (Ahhh saudade maldita) E numa conversa de ônibus com o deus - Larissa me diz: "O Amor tudo espera" - sorriso, é - tudo que consigo responder.
Umpombo voa e´pára a minha frente, e num olhar distraido, uma estrela se anuncia e sou roubada pelo telecominicador da modernidade e um ser de uma caverna vizinha diz: "lembrei de ti" É, acho que passo meus dias percorrendo paredes que não conhecia(o) e só retorno ao vôo das corujas, no nascer da lua e anoitecer do dia que tem luz. Eu, calada que sou, permaneço com o vento. E no meu corpo, reluz as portas que tu tocou, o braço que escreve é o mesmo que tem impresso tua mao.
Os relampagos mecanicos que apelidaram de flash me cegam e incomodam. Como a noite me chama vou voltar ao meu movimento de ficar parada e deixar que  as pedrasque chamam de sentimento passem e que não me toquem, por que não tenho paciencia e não vou gastar meus meteóros oceanicos de afeto com pedras. A ti minhas mais Belas constelaçoes com sopros e cores do mais íntimo afeto que me governa, a ti - sorriso- minha alma, desejo os sorrisos sem motivo e as mais intensas gargalhadas sussurradas pelo eco do bater das asas de Éros.

domingo, 30 de outubro de 2011

Fui Roubada

Parece ser fácil par mim agir como uma imbecil adolescente que padece de paixonite aguda, que não sabe reconhecer o que sente nem por quem e precisa agora delimitar quem lhe faz bem ou mal, e quem consegue deixar essa adolescente  ...
Queria tanto poder sentir e fazer você sentir o que sinto enquanto teu. Sim, demorei a perceber o que sentia, demorei a aceitar que sentia algo por você e não quis acreditar na força do que sentia por não saber o que sentia, por acreditar com todas as minhas forças que isso não existia.
Desculpa eu n conseguir sentir pelos outros
Droga, minha represa estourou, não tenho Mao para aparar tantas lágrimas

Afeto, não se prepara...

“Não se prepara Afeto”

       Informação que parece tão óbvia, mas que surpreendeu. Talvez meu estado de estesia erótica ou anestesia citadina tenham retirado minha capacidade de perceber o brilho do afeto, dessas pérolas que movem e rege meu ser e nestes dias de sol, vento, calor, cheiros secos acabei não vendo algumas cores que se fizeram mais intensas para livra-me dessa momentânea cegueira.
       União, não posso dizer que foi ou será, talvez, é, algo que de uma forma que me invade não sei como consegue arranhar minha pele e deixar marcas onde não sabia que ainda podia ser escrito em mim, minha pele não foi apenas aquecida, mas transpirou estórias que não são minhas, mas que foram compartilhadas com meus poros, olhos, sorrisos, lagrimas que se anunciaram, correntezas que foram mantidas na represa, no burburinho da infância que me envolveu com seu manto de criança.
       Centrados, intensos, compromissados com a confiança que lhes foi depositada, são algumas palavras que pode auxiliar na construção de uma imagem dessa equipe, calma, silenciosa e de uma fluidez digna das ágoras gregas e de jornadas.
       Dias que me abandonei no tempo, que me doei ao vento, que deixei a energia da casa fluir em mim, quase não falei porque me parecia que eu dissesse iria traduzir em palavras o que se passava em mim, como não traduziu, mas garanto que tentei, sei que um dos motivos de não conseguir me fazer legível foi não saber ao certo que espaço eu ocupava, como ainda não sei, só que agora não mais peso.  “É algo novo que emenda com algo antigo” Que não pede permissão para adentrar e desbravar meu sentir que no final das contas não sei dizer se é meu só por que passa por meu corpo e deixa rastro onde antes não se caminhava.
       “Contempla a vida passar” A vida passou e temos 4 gerações em um menino, “Gente, o que é isso?! Se eu juntar Hades, Zeus, Poseidon e Kronos, o que resulta?” Bem, estamos na quarta viagem à Madalena, o que resultará? Eu não sei, mas em um jogo que não há vencedores ou perdedores o resultado foi uma corrente de afetos e abraços que lubrificam os elos e lhe dá brilho o suficiente para ser percebido, mas não para ofuscar seus encontros, por que nesse reino os deuses se misturam com mortais e a simbiose torna dos corpos receptáculo que guardam imagens que evocam de símbolos e nos predem no laço do logos que tenta abraçar com sentido sem sentir. “Elas perdem as folhas para se preservar” Talvez, se perda a qualidade de deus, o que não impede de ser evocada.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lágrimas

        Sei que falo pouco e baixo, mas as vezes eu realmente queria só ficar quieta no meu canto, sem atrapalhar ninguém, sem ser motivo de nada pra qualquer um, sem sair nesse escuro – claro simbólico, tateando nas palavras, olhares, pessoas e gestos, queria não ter lágrimas no meu rosto agora, queria meu amor do meu lado, meu Éros fisicamente.

        Sei que as pessoas se matam, sei que vou ouvir muitas coisas que não me agradam, sei que irei ter contato com muitas dores, mas não sei se agüento isso, dois encontros numa intervenção de grupo e parece que os pedaços de mim estão de novo entregues ao vento, e não é o vento que me envolve, é o vento que arrasta e vai embora com um sorriso na cara “Eu avisei que não ia sobrar muita coisa!”

        Foram tantas as rasteiras, tantas quedas, tantos abismos no mundo das palavras, minhas, dos outros, do Outro, das que não foram ditas, das que não foram ouvidas, das que foram pronunciadas sem a palavra, mas com o corpo. Estas, ditas com o corpo são tão fortes pra mim, tão intensas que a lágrima volta, mostrando que na verdade, nem foi embora, eu é que esqueci de mim e me perdi onde achava que me encontrava ou achando eu iria me ver.

Voltei chorando, cantando, batendo, correndo e ainda não cheguei.